Cursos de Curta Duração  -  Palestras  -  MBA de Comércio Exterior e Logística Internacional - Cursos de Extensão Universitária - Cursos In-Company - Assessoria - Consultoria

Home

 

 

 

 


 Tel/Fax.:

55 11 2579-8756

55 11 8585-6600

 

 

 

Entendendo o Protecionismo

29 - 06 - 2009

Prof. Dr. Nelson Ludovico

 

O que vêm sendo observado de uns tempos a esta época,  principalmente quando o mundo se deparou com a crise econômica, e agora de crédito, que se instaurou em praticamente todos os países  –alguns mais e outros menos-,  é que os governos, apesar de discutirem muito sobre abertura comercial, vêm tomando medidas que sem  admitirem que são “protecionistas”,  utilizam-se de algumas práticas que acabam ferindo acordos firmados através de Tratados, como por exemplo o que está ocorrendo no Mercosul entre Argentina e Brasil.

Pois bem caro leitor; para entendermos sobre toda onda de interesses que estão ocorrendo na economia mundial, precisamos primeiro recorrer  à história comercial do mundo.

Como definição, protecionismo é um doutrina que prega um conjunto de medidas a serem tomadas no sentido de favorecer as atividades econômicas internas de um país, reduzindo e dificultando ao máximo, a importação de produtos e a concorrência estrangeira. Tal teoria é utilizada por praticamente todos os países, em maior ou menor grau. Alguns exemplos dessas medidas:

- criação de altas tarifas e normas técnicas de qualidade de produtos estrangeiros, reduzindo a lucratividade dos mesmos;

- subsídios à industria nacional, incentivando o desenvolvimento econômico interno;

- fixação de quotas, limitando o número de produtos, a quantidade de serviços estrangeiros no mercado nacional, ou até mesmo o percentual que o acionário estrangeiro pode atingir em uma empresa.

        Podemos definir que o tudo se iniciou na Era do Mercantilismo, como sendo uma política econômica adotada na Europa durante o Antigo Regime nos governos absolutistas que interferiam nas economias dos países com objetivo de alcançarem, o máximo possível, o desenvolvimento econômico através de acúmulo de riquezas. Quanto maior a quantidade de riquezas dentro de um reino, maior seria seu prestígio, poder e respeito internacional.

Protecionismo alfandegário

        A formação de trustes e dos cartéis conduziu gradativamente os países industrializados à adoção de políticas protecionistas, com o objetivo de evitar a concorrência, em seus mercados, de grupos semelhantes de outros países, que poderiam oferecer produtos similares a preços mais baixos. Os Estados Unidos, a Alemanha, a França e mais tarde o Japão, que emergiam como potências industriais de primeira ordem estimulando a concorrência no mercado internacional, começaram a erguer barreiras tarifárias aos produtos importados, tornando-os proibitivos em relação aos produzidos localmente.  As primeiras taxas alfandegárias nos Estados Unidos ocorreram durante a Guerra Civil (1860-1864).

Na segunda metade do século XX, o protecionismo começou a perder força e com o processo de globalização da economia, muitas barreiras alfandegárias caíram e o comércio internacional passou a ser estimulado e ganhou força. Países que se negaram a entrar no comércio internacional, abrindo suas economias, passaram a ter seu desenvolvimento econômico prejudicado.

Nos dias atuais, o protecionismo perdeu força e é considerado uma prática desleal. A Organização Mundial do Comércio – OMC regula o comércio internacional, visando combater práticas comerciais protecionistas, mas mesmo assim muitos países ainda usam o mecanismo do subsídio, principalmente na área agrícola, como forma de proteger os agentes econômicos nacionais.

O Brasil, por sua vez, apesar das barreiras burocráticas por vezes entendida que a máquina aduaneira é insuficiente, tem levado a termo e com rigor o “não  protecionismo”, apesar de alguns setores terem sido prejudicados pelos subsídios aos preços internacionais praticados.

Síntese

        O desenvolvimento industrial e tecnológico trouxa novas formas e métodos de administração do capital e de especialização do trabalho nas fábricas, acarretando enorme avanço do capitalismo. Ao longo do século XIX, este deixou de ser um sistema baseado na concorrência entre os inúmeros produtores, para se tornar um empreendimento de um número reduzido de grandes empresas.  Mas há de se entender que o século XXI nos reserva a criação de novos modelos de comercialização, como por exemplo, o Sistema de Moedas Locais adotado entre Brasil e Argentina, e agora sendo estudado com o Chile, China e Índia.

        O governo brasileiro deve ter uma atitude de pais que realmente quer alcançar uma linha econômica desenvolvida, não aceitando e combatendo, com veemência, o protecionismo camuflado por determinados governos.


 

Comércio Exterior e Logística Internacional

Estamos programando e informaremos

Estamos programando e informaremos

Gestão de Negócios Internacionais - Comércio Exterior e Logística

São Paulo

 

 Comércio Exterior e Logística Internacional

Blumenau

São José do Rio Preto

  Administração de Marketing e Comércio Exterior

Taubaté

 

Comércio Exterior e Logística Empresarial

São José dos Campos

 

Comércio Exterior e Negócios Internacionais

Campinas

Limeira

Piracicaba

Ciclo de Estudos, Discussões e Análise Crítica dos Modelos de Gestão da Atualidade no INPG de Campinas
28 - 07 - 2010
19h 30min
INPG

Todos os Direitos Reservados : LICEX - Instituto Ludovico de Comércio Exterior