Todas as empresas que atuam com outros países estão expostas a vários riscos: riscos da inadimplência (desde que não conheçam regras de proteção), riscos econômicos, riscos comerciais, riscos da flutuação da taxa de câmbio.
Mesmo uma empresa que não atue no comércio internacional está sujeita a riscos econômicos, dadas as considerações da concorrência internacional, como é o caso das importações brasileiras neste momento.
Como os pagamentos ou recebimentos devem ser em moeda estrangeira, por força da legislação cambial, as empresas brasileiras estão sujeitas ao risco de oscilação da taxa de câmbio, se bem que a valorização do Real, pelos estudos, está quase em 15% em relação do Dólar Americano.
Se um exportador brasileiro não contratou câmbio na condição ACC, antes de mesmo de receber o valor do exterior já está sujeito a riscos de conversão cambial. Como a contabilização dos valores tem registro em moeda estrangeira, a empresa deverá apurar no final da operação se realmente a rentabilidade esperada é aquela que realmente aconteceu, razão pela qual, mesmo correndo riscos de variação cambial, grande parte das operações de exportação é realizada com ACC junto à rede bancária.
Na falta de uma estratégia capaz de transferir o risco da flutuação da taxa de câmbio para terceiros, a empresa estará especulando com moeda estrangeira, porque o valor de seu crédito irá flutuar diariamente de acordo com as taxas de mercado. O empresário que esteja nessa situação não precisa absorver o risco cambial inerente às transações internacionais; em muitos casos, pode realizar uma operação financeira que transfira os riscos da flutuação cambial a um terceiro, ou seja, efetuar uma operação conhecida como compensação de risco cambial ou hedge.
Essas operações são contratadas junto às instituições financeiras, mas requer do empresário uma cultura detalhada sobre como fazer e conviver com o mercado financeiro, porém pode solidificar suas operações sem o risco eminente.