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Exportação: Brasil no ranking mundial
27 - 01 - 2008
Prof. Dr. Nelson Ludovico
Nosso governo continua insistindo com a idéia de que nossas empresas estão conquistando importadores, porém dados fornecidos pela Organização Mundial do Comércio revelam que nosso país está estagnado no ranking dos países em desenvolvimento, ou seja 25º (já fomos o 15º).
No ano passado nossa participação foi de 1,13% no comércio mundial - pífio para um país como o nosso - que está sendo conduzido pela maciça venda de matérias-primas como minério de ferro, alumínio, carvão, soja, ou seja, energéticos; será que vamos continuar com a vocação de exportadores de matérias-primas? No passado vivíamos do café, do açúcar, do cacau, da borracha, da madeira......
Se nosso país tem realmente essa vocação, porque então o governo fica fazendo retórica que nossa indústria está cada vez mais desenvolvida, que nossos produtos podem enfrentar concorrências? Parece que vivemos num mundo diferente do dele.
Como dados comparativos, a minúscula Áustria que estava em 22º lugar teve um crescimento de 12,7% ou seja, exportou US$ 140 bilhões, sem considerar que a Suíça, que não planta cacau, é um grande produtor e exportador de chocolate.
A OMC divulgou o seguinte ranking pela ordem de grandeza nas exportações :
|
Países |
valor |
participação |
crescimento |
|
|
US$ |
mundial |
% |
|
|
|
|
|
|
Alemanha |
1,1 trilhão |
9,2% |
15 |
|
EUA |
1,0 “ |
8,6% |
14 |
|
China |
969 bilhões |
8% |
27 |
|
Japão |
647 bilhões |
5,4% |
9 |
|
França |
490 bilhões |
4,1% |
6 |
|
Holanda |
462 bilhões |
3,8% |
14 |
|
Reino Unido |
443 bilhões |
3,7% |
15 |
|
Itália |
410 bilhões |
3,4% |
10 |
|
Canadá |
388 bilhões |
3,2% |
8 |
|
Bélgica |
372 bilhões |
3,1% |
11 |
|
Áustria (23º) |
140 bilhões |
1,2% |
11 |
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Brasil (25º) |
137 bilhões |
1,1% |
16 |
|
Tailândia (26º) |
131 bilhões |
1,1% |
19 |
Sabedores de que desde o Governo Vargas, passando pelo de Juscelino com seu Plano de Metas, nosso país tem avançado com a industrialização e principalmente com a exportação de manufaturados, que teve início em 1970, a balança comercial brasileira tem apresentado significativos avanços mas se a política cambial continuar como a que estamos vendo semanalmente, em breve estaremos conhecendo “a síndrome das exportações industrializadas”.
Para relembrar perguntamos: aonde está o “espetáculo do crescimento” tão anunciado? Deve ser porque deixamos de ser o penúltimo colocado no ranking que compara o crescimento na América Latina pois já deixamos para trás o Paraguai, El Salvador e Nicarágua, mas graças à revisão do PIB de 2006.
Em resposta podemos dizer que uma potência produtiva como a nossa não pode estar nessa posição, ou será que estamos enganados?
“abaixo a desindustrialização do país”
* Nelson Ludovico é doutor em comércio exterior, professor , consultor e autor, entre outros livros, o de “Logística Internacional - um enfoque em comércio exterior” . Editora Saraiva, 2007.
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