No que diz respeito especificamente às exportações, apesar dos ainda graves problemas que o país enfrenta com sua infra-estrutura e algumas questões externas, vemos que as mesmas vêem se expandindo ao longo do tempo.
Assim, nas últimas quatro décadas, 1965 a 2005, as exportações brasileiras apresentaram substancial expansão e diversificação tanto em termos de produtos, visto que os manufaturados e semi-faturados passaram a responder por fatias crescentes na pauta, como de mercados geográficos. As exportações alcançaram US$ 46,5 bilhões em 1995 contra US$ 1,6 Bilhões em 1965, cifra quase 30 vezes superior equivalente a um crescimento médio de 11,95% ao ano, embora esta média tenha caído para 8,2% no primeiro qüinqüênio da década de 90. Este comportamento indica que o crescimento em anos recentes não penas foi mais inexpressivo do que a média dos últimos 40 anos, como o país perdeu Market Share.
Em 1965, os USA e a Comunidade Econômica Européia (CEE) constituíam os dois grandes mercados consumidores de produtos brasileiros. Juntos, absorviam aproximadamente 66% das exportações; a ALADI mais ou menos 15%; AAELC 8%; Europa oriental 7%; Japão e demais países asiáticos 4%.
Hoje o destino das exportações brasileiras diversificou-se substancialmente com a inserção da Ásia, África e Oriente Médio nas correntes de comércio procedentes do Brasil.
A origem das exportações concentra-se nas regiões sudeste e sul e poucos Estados são dinâmicos nessa atividade, apesar de crescimentos, o que gera a necessidade de estimular a criação de mais pólos de exportação afim de incorporar novos estados à corrente de comércio.
Um outro dado é que no Brasil poucas empresas de grande porte exportam muito, enquanto pequenas e médias, exportam pouco e de modo geral apenas um ou dois tipos de produtos.
A participação das exportações brasileiras no total do mundo é de 1,13%, o que nos leva a concluir que apesar dos avanços obtidos nos últimos 40 anos e do forte potencial exportador da produção industrial há necessidade urgente de se organizar de forma mais adequada uma política externa mais agressiva, para inserir definitivamente o país no comércio mundial.
É notório que o desestimula vem dos juros praticados e pela taxa cambial que há um bom tempo vem dificultando a atividade, e o pior é que muitas estamos deixando de exportar por esses dois fatores, sem deixar de lembrar que ainda estamos exportando “impostos” nos preços de nossos produtos, fruto de um “esquecimento”: a tão decantada reforma tributária, apesar das promessas de nosso governo.
Será que vamos precisar de um GPS para encontrarmos o caminho das exportações?