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Exportações: um pouco de nossa história

26 - 01 - 2008

Prof. Dr. Nelson Ludovico

 

No que diz respeito especificamente às exportações, apesar dos ainda graves problemas que o país enfrenta com sua infra-estrutura e algumas questões externas, vemos que as mesmas vêem se expandindo ao longo do tempo.

 

Assim, nas últimas quatro décadas, 1965 a 2005, as exportações brasileiras apresentaram substancial expansão e diversificação tanto em termos de produtos, visto que os manufaturados e semi-faturados passaram a responder por fatias crescentes na pauta, como de mercados geográficos. As exportações alcançaram US$ 46,5 bilhões em 1995 contra US$ 1,6 Bilhões em 1965, cifra quase 30 vezes superior equivalente a um crescimento médio de 11,95% ao ano, embora esta média tenha caído para 8,2% no primeiro qüinqüênio da década de 90. Este comportamento indica que o crescimento em anos recentes não penas foi mais  inexpressivo do que a média dos últimos 40 anos, como o país perdeu Market Share.

 

Em 1965, os USA e a Comunidade Econômica Européia (CEE) constituíam os dois grandes mercados consumidores de produtos brasileiros. Juntos, absorviam aproximadamente 66% das exportações; a ALADI mais ou menos 15%;  AAELC 8%; Europa oriental 7%; Japão e demais países asiáticos 4%.

 

Hoje o destino das exportações brasileiras diversificou-se substancialmente com a inserção da Ásia, África e Oriente Médio nas correntes de comércio procedentes do Brasil.

 

A origem das exportações concentra-se nas regiões sudeste e sul e poucos Estados são dinâmicos nessa atividade, apesar de crescimentos,  o que gera a necessidade de estimular a criação de mais pólos de exportação  afim de incorporar novos estados à corrente de comércio.

 

Um outro dado é que no Brasil poucas empresas de grande porte exportam muito, enquanto pequenas e médias, exportam pouco e de modo geral apenas um ou dois tipos de  produtos.

 

A participação das exportações brasileiras no total do mundo é de 1,13%, o que nos leva a concluir que apesar dos avanços obtidos nos últimos 40 anos e do forte potencial exportador da produção industrial há necessidade urgente de se organizar de forma mais adequada uma política externa mais agressiva, para inserir  definitivamente o país no comércio mundial.

 

É notório que o desestimula vem dos juros praticados e pela taxa cambial que há um bom tempo vem dificultando a atividade, e o pior é que muitas estamos deixando de exportar por esses dois fatores, sem deixar de lembrar que ainda estamos exportando “impostos” nos preços de nossos produtos, fruto de um “esquecimento”: a tão decantada reforma tributária, apesar das promessas de nosso governo.

 

Será que vamos precisar de um GPS para encontrarmos o caminho das exportações?


 

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