Na edição anterior mostramos a realidade do país em termos de exportação assim como o do mundo, em que o Brasil desde 1990 vem com uma participação que na média mostra que continuamos com quase 1%, apesar dos volumes exportados tendo crescimento ano a ano.
Pois bem, vejamos algumas situações “pontuais” que preocupa a todos praticamente nestes últimos 12 meses;
- no período compreendido entre 1985/2002 o crescimento das exportações brasileiras aumentou 4,8%; da China 15,2% e do mundo 6,8%. Entre 2003/2005 o aumento de nosso país foi de 25,2% e da China 32,8% e do mundo 11,6%;
- com a valorização do Real (?) em quase 11% neste ano (17% nos últimos 12 meses) passamos a conviver com uma aparente nova situação, mas cuja história nos mostra que este filme já foi visto, só que agora com novos “artistas” cujo roteiro e script são os mesmos. Explicando melhor: a política cambial na década de 80 foi utilizada (como hoje) como um instrumento de política antiinflacionária;
- na década de 30 medidas foram adotadas com objetivo de proteção à indústria nacional, com o monopólio cambial do Banco do Brasil;
- entre 1930 e 1933 caiu para menos da metade as exportações brasileiras, fruto da “política cambial”.
O que estamos atualmente, nada mais é que uma repetição do passado que teve um custo muito alto à nossa economia, pois o noticiário em vários jornais e revistas especializadas, além da mídia eletrônica, nos mostra que grandes indústrias com excelente performance de exportação não estão renovando seus contratos em razão das perdas com o câmbio.
Para citar apenas um dos tradicionais ramos industriais - calçadista - que, aliás, elevou o nome do Brasil nas grandes nações desde a década de 70, que está sofrendo, e muito, com a política cambial, já apresentou uma queda de 20% nos últimos 12 meses , ou seja, de US$ 137 milhões para US$ 123 milhões. Segundo pesquisa oficial do ramo, este processo de queda já dura mais de dois anos.
Em relação aos resultados das exportações do ano passado, recorde de todos os tempos, a valorização das commodities no mercado internacional tem levado à uma percepção equivocada no país de que a valorização do Real não tem provocado paralisação em vários e tradicionais ramos exportadores.
A retomada de alguns países como Japão e o aumento da demanda da China que elevou os preços das matérias-primas fará com que o nosso país volte a ser o “tradicional exportador de produtos agrícolas” de baixo valor agregado, só que agora sem o “carro-chefe” (café), mas com a soja (sai Ronaldo e entra Robinho: da-le Braasiiiill !!!!).